Juros do Cartão de Crédito (parte 2)
Use com moderação

Postado em: 04. Mar, 2010 | Por: | Coluna: Finanças Pessoais

Atenção

Assustadora essa introdução, não? Com certeza, ainda mais porque, com o assunto de que vamos tratar agora, na continuação do que vínhamos falando sobre os juros do cartão de crédito, todo cuidado é pouco! Com notebooks também…

No último episódio, falávamos das diferentes taxas de juros cobradas pelos cartões de crédito quando faltamos com o pagamento das faturas. Apenas recapitulando, as taxas são duas: a Taxa de Crédito Rotativo e a Taxa de Atraso/Inadimplência. E, também no último episódio, eu disse que encontraria um jeito de escapar desses juros altos dos cartões. E encontrei! Mas…

Começando do começo

Para escapar da enrascada de pagar os altos juros dos cartões, vamos nos utilizar de um conceito bastante útil: a Portabilidade do Crédito. Esse conceito diz que podemos pegar uma dívida que temos e levá-la a outra instituição que nos cobre juros menores. Na verdade, o que acontece é que você vai à instituição financeira com uma taxa de juros menor que aquela com a qual você já tem a dívida, e pede a ela um empréstimo no exato valor da dívida com a instituição careira. Com o novo empréstimo, a uma taxa menor que a anterior, você quita a primeira dívida (mais cara) e fica com a dívida para com o novo banco (mais barata).

Portabilidade

Leve sua dívida com você!

Essa portabilidade é muito útil quando temos dívidas muito grandes, em cujos casos a transferência vai de fato gerar um grande alívio. Além disso essa modalidade é particularmente eficiente com dívidas que podem ser negociadas. Mas por quê? Porque, ao se negociar a dívida com a instituição careira de que falamos antes, é bem provável que ela tope nos dar um desconto por estarmos liquidando a dívida toda de uma só vez. Por mais que os bancos gostem que as pessoas tomem dinheiro emprestado, eles não querem que elas se entupam de dívidas, pois, entupidas, não pagarão seus deveres e ficarão inadimplentes. E a inadimplência gera prejuízo ao banco. Mas e como você vai saber quais são as melhores taxas de juros do mercado? Clicando aqui, oras!

Mãos à obra

Crédito: use com moderação

Crédito: use com moderação

Vamos supor que você trabalhe na indústria de cervejas e ganhe R$ 1.200,00 por mês. Está no emprego há algum tempo e resolve fazer uma compra pela internet, porque achou esse negócio de e-commerce muito chique e sempre quis fazer também. Porém quase todas as compras pela internet são feitas através do cartão de crédito, que você não tem. Ou não tinha, até então. Pediu o seu, claro!

Enquanto conversava com o gerente do banco do qual vai pedir o cartão, ele lhe informa do limite do mesmo: R$ 2.000,00. Como assim, se você ganha pouco mais da metade disso? Pois é… Acontece. Não é feito por todas as instituições financeiras que fornecem cartões, mas acontece. Então eu gostaria de postular a primeira regra deste artigo:

  • Deixe o limite do seu cartão abaixo do seu salário!

Mas vamos supor que você fez o pedido do cartão com aquele limite mesmo (porque você ainda não tinha lido este texto… :P ). Você, então, descobre que é capaz de comprar coisas cujos preços são maiores que seu salário em um mês! Então vem a segunda regra deste artigo:

  • Sempre que puder, junte o dinheiro total de uma compra antes de efetuá-la!

A regra tem a simples função de nos fazer criar a disciplina de poupar antes de gastar, ao invés do contrário. Com o dinheiro todo, você pode fazer compras à vista, negociando o preço com as lojas (as lojas são meio relutantes em dar descontos à vista, mas com um pouquinho de choro a coisa anda!).

Seguindo: munido(a) do seu cartão brilhante, você compra um notebook, com webcam, de R$ 2.000,00. Sabendo que não vai conseguir pagá-lo todo de uma só vez, porque você também não seguiu a segunda regra, afinal você precisava do notebook imediatamente para falar com sua mãe, que mora em Quixeramobim – CE, você parcela a compra em 10 vezes de R$ 200,00.

Pagando R$ 200,00 todo mês, você ainda terá R$ 1.000,00 do seu salário para viver: é, acho que dá!

Então seu salário cai no dia 26. E sua fatura já chegou na sua casa, com vencimento no dia 1º. Você paga suas contas e a fatura, e tudo se encaixa. Perfeito! Esse negócio de cartão de crédito funciona mesmo!

Porém

Sempre há um porém. Alguns dias usando seu notebook novinho, que chegou pelo correio, derrama refrigerante sobre ele! Sabe como é: shit happens! E você vai atrás de um kit de limpeza para seu notebook, claro!

Atencao

Nãããããããão!!!!

Ao encontrar o kit, você pensa: hum, já paguei a fatura do cartão… será que ele já está livre para fazer outras compras?

Sim, está! E aí é que mora o perigo. Uhhhh!

Quer saber como funciona o limite do cartão? Ou só quer saber onde essa história vai parar? Então continue ligado! Ou ligue-se ainda mais, deixando um comentário, ou mandando um email para abou@portalhotmoney.com!

Até já!

Sobre o autor

André Abou André Abou não gosta de complicação. Escreve no Hotmoney de maneira descomplicada e divertida, porque acha que finanças e economia não são coisas de gente engravatada. Resolveu também que preencher “empresário” em formulários é legal.

One Comment

[...] capítulo anterior de Juros do Cartão de Crédito, contávamos a história de você e seu novíssimo notebook, recém comprado e já com um acidente [...]

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