Meu nome está no Serasa ! E agora? (parte 1)
Postado em: 18. Feb, 2010 | Por: | Coluna: Finanças Pessoais
Você sabe o que significa possuir o nome no Serasa? Será que é sempre ruim? Bom, se você não sabe responder a essas perguntas, parabéns você faz parte de 90% da população brasileira. Lendo este artigo você entenderá por que o banco ou a loja te cobram determinadas taxas de juros, como conseguir um desconto e como regularizar seu nome.
Serasa é na verdade um “Credit bureau” ou um Bureau de crédito, isto é, uma organização que provê informações sobre crédito, assim como o SPC. Porém, diferentemente do Serasa, o SPC atua em nível regional. Essas empresas basicamente geram informações que auxiliarão no processo de análise do crédito. Hoje, de acordo com a legislação brasileira, no que tange o consumidor final, o Serasa trabalha basicamente com informações sobre a inadimplência. Isso significa que, se você deixou de pagar algum débito, seu nome constará no cadastro de inadimplentes. Devido a esse serviço, ter o nome no SPC ou no Serasa virou sinônimo de “nome sujo” na praça.

Fonte: Impresso entregue aos educadores financeiros em palestra na Serasa Experian
Além disso, no entanto, o Serasa possui informações sobre: “Prospecção de Mercado, Gestão de Clientes, Retenção e Rentabilização, Aquisição e Concessão de Crédito, Gestão de Portfólio de Crédito, Gestão de Cobrança e Fraude, e Validação”. Porém, como essas áreas não são o assunto deste artigo, vamos nos ater às informações que ajudarão você, consumidor, a entender como essa instituição influencia nossa vida.
Em um futuro próximo, ter o nome no Serasa poderá ser sinônimo de bom pagador. “Como assim?” – você deve estar se perguntando… Está tramitando um projeto de lei no congresso nacional que reconhece e permite essa prática. Atualmente, essa legislação está aguardando votação no senado e, caso seja aprovada, vai permitir o “Cadastro Positivo”.
Esse cadastro permitirá à Serasa manter um cadastro dos bons pagadores, assim como acontece em outros países. Com isso, os bons pagadores serão beneficiados por taxas de juros mais baixas. Para entender como isso funciona, vejamos o diagrama abaixo:
Por exemplo: você vai ao banco solicitar um financiamento de 10 mil reais para comprar um carro novo. Este diagrama representa como o banco enxerga os clientes. As bolas pretas são verdadeiras caixas pretas, pois o banco não sabe o que esperar delas. Já as bolas vermelhas são consumidores com um histórico negativo neste momento – mas que, em algum momento anterior, também solicitaram um financiamento e, naquele momento, não possuíam nenhum histórico; por isso foi concedido crédito a eles.
Agora digamos que, após uma consulta, o banco não localize seu cadastro, sendo assim, você permanece como uma dessas esferas pretas.
Assim como no diagrama acima, você passou a ser apenas uma caixa preta conhecida. Porém, não importa o quanto você seja comprometido com suas contas, para o banco você é apenas um consumidor comum, e ele fará uma conta de risco igualmente comum, da seguinte forma:
Com isso, ele sabe que, de forma estatística, 7,41% dos consumidores que pedem financiamento não são bons pagadores. Então ele tem de distribuir esses 7,41% entre os que pagam suas parcelas. Isto é o que chamamos de risco e é contabilizado como PDD (Provisão para Devedores Duvidosos). Digamos que, somando todos os financiamentos desses clientes, o banco tenha emprestado 270.000,00 reais (10 mil pra cada um). O banco então adiciona os 7,41% que será dividido entre todas as 27 pessoas, o que daria R$741,00. E esse dinheiro você paga ao banco devido ao risco geral que ele possui ao emprestar o dinheiro. Isto é: você paga por quem não paga. Junto com esses R$741,00 o banco adiciona sua margem de lucro, custo de capital, inflação e as despesas administrativas (salário do gerente, papel pra imprimir o contrato, etc.) e tudo isso resulta na taxa de juros do seu financiamento.
Na prática, o banco não chega a um número simples da taxa, mas, sim, a bandas de taxa. Para exemplificar: digamos que, após somar todas aquelas despesas, o banco chegue a uma taxa de 1,5% ao mês. Ao repassar aos seus gerentes tal valor a ser cobrado nas taxas, o banco diz que a mesma deve estar entre 1,6% a 1,35%, para que o gerente possa negociar com você. Afinal é vantagem para o banco oferecer uma taxa um pouco menor para quem possui um relacionamento com o banco. Como uma pessoa que tem, por exemplo, além de uma conta de pessoa física, uma de pessoa jurídica, onde deposita os salários de todos os funcionários. Esse tipo de análise, tão pontual e subjetiva, não entra em um modelo estatístico. Ela só pode ser feita por um ser humano.
Para não deixarmos esta conversa muito longa, vou deixar este assunto por aqui. Fiquem ligados para a parte 2, na qual falaremos de como conseguir descontos nessas taxas e do que muda com o Cadastro Positivo. Não se esqueça de deixar um comentário e, caso surja alguma dúvida ou crítica, basta encaminhar um e-mail para hotmoney@portalhotmoney.com.










2 Comments
uberVU - social comments
18. Feb, 2010
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This post was mentioned on Twitter by daniloreis0: RT @andreabou: RT @hotmoneybrasil Entenda como funciona o Serasa. E saiba mais o que melhorar com o #CadastroPositivo! http://ow.ly/16RZI...
Hotmoney – Finanças para pessoas – Meu nome está no Serasa | Hotmoney – serasa
20. Feb, 2010
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