La GarantÃa Soy Jo Proteções Financeiras e Patrimoniais
Postado em: 30. jul, 2009 | Por: Danilo Reis | Coluna: Finanças para pessoas
Normalmente, os autores têm motivações extraordinariamente únicas para escolher ou deixar de escolher um determinado tema, como, por exemplo, sonhos proféticos e até visões, porém não é este o caso. Devo confessar que já estava um pouco cansado de falar de cartão de crédito e decidi iniciar uma série de artigos a respeito de proteções financeiras e patrimoniais.
No inÃcio, este seria apenas mais um texto a respeito de seguros, porém percebi que havia uma certa carência de materiais sobre as diversas formas de proteger seu capital e seu patrimônio.
Se você já leu algum dos meus artigos, sabe que primeiramente gosto de conceituar as coisas. Sou da crença de que não se assenta prego na areia (essa iria para um site qualquer de gÃrias, do tempo em que minha avó era galanteada por meu avô).
Neste artigo, vamos aprender como proteger algo de que tenhamos posse. Para isso é preciso entender o que significa posse: segundo o ramo legal, posse significa uma situação fática, de caráter potestativo (sim, essa palavra existe e não esta escrita errado), decorrente de uma relação sócio-econômica entre o sujeito e a coisa, e que gera efeitos no mundo jurÃdico. Trocando em palavras que qualquer um que não tenha passado no exame da OAB entenda, basicamente posse é tudo aquilo sobre o que se possui direitos. Por exemplo: se você comprou uma computador, a decisão sobre usar, vender, alugar etc. é apenas sua. Esse poder de fazer algo com um determinado objeto (sendo ele fÃsico ou não) pode ser descrito como posse.
Esse conceito é importante para que possamos entender como podemos proteger o patrimônio do qual tenhamos posse. Por hora, gostaria apenas de mencionar que é possÃvel proteger algo que ainda nem temos, ou até coisas das quais não temos posse, porém esses assuntos serão abordados mais adiante.
A forma mais simples de se proteger sua posse é através de um seguro, mas essa não é a única forma. É possÃvel proteger algo de forma contratual. Por exemplo, se você possui um prédio que pretende alugar para um fabricante de fogos de artifÃcio, você pode incluir no contrato uma cláusula mencionando que todo e qualquer incidente que venha a ocorrer é de total responsabilidade da empresa. Sei que parece simples, porém na prática isso ocorre muito pouco. Normalmente, as pessoas não costumam se proteger. Tenha em mente que o risco sempre irá existir e, quando você compra um seguro, esse risco não é eliminado e sim transferido.
Vamos a um exemplo:
Digamos que você tenha acabado de comprar uma casa. Essa casa pode passar por diversos, digamos, infortúnios. Ela pode pegar fogo, ser atingida por um raio, sofrer um desmoronamento, desaparecer no buraco de algum metrô (alguém se lembra do caso ocorrido em São Paulo?) etc. Não quero fazer o papel de ovelha negra, muito menos atrair “energias negativas”, mas gostaria de deixar claro que ESSAS COISAS REALMENTE ACONTECEM e é preciso estar preparado. Se mesmo acontecimentos inconcebÃveis, como o ocorrido com as Torres Gêmeas podem se tornar realidade, as demais possibilidades são bem reais.
Calma, não precisa entrar em pânico e correr em cÃrculos descontroladamente dizendo:”Ai meu Deus“!. Felizmente, a probabilidade de que esses infortúnios ocorram é muito baixa. Justamente a partir dessa probabilidade é que as seguradoras fazem toda a sua programação e inclusive especificam o quanto será pago por seu seguro ou, na linguagem do “segurês“, qual é o seu prêmio. Esse prêmio a que as seguradoras se referem é o custo cobrado para administrar o seu risco.
Para entender melhor como funciona esse assunto de risco, digamos que seu notebook – protegido por um seguro contra danos fÃsicos – caia no chão. A seguradora te indenizará no valor correspondente a esse notebook. Para facilitar, vamos usar números reais: digamos que hoje um notebook com funções equivalentes seria comprado por R$1.500,00. É justamente esse valor que você receberá. Certamente, você pagou um valor muito menor que esses R$1.500,00. Digamos que você tenha pago R$250,00 por esse seguro. Mesmo sem conhecer muita matemática fica claro que para a seguradora não quebrar, no minimo outros 5 notebooks não caÃram. Já que R$250,00 vezes 5 é igual a R$1.250,00, que somados com os R$250,00 pagos por você representam o valor que a seguradora teve de pagar. Esse princÃpio é chamado de mutualismo. O risco que não se torna realidade paga pelo risco que se tornou realidade. A seguradora é paga para administrar esse risco, ela sabe qual a frequência de ocorrência de um determinado evento e cobra por isso.
Diversos fatores influenciam nesse risco e no dinheiro que será gasto para pagar esse risco. Justamente por isso o seguro de vida de uma jovem de 20 anos que vai ao shopping é muito maior que de uma jovem de 20 anos vegetariana. Por mais exagerado que esse exemplo pareça, muitas vezes os fatores aparentemente desconexos indicam um maior risco. Um exemplo disso é que os carros flex possuem seguros mais caros que carros que funcionam apenas com um combustÃvel.
Apenas como curiosidade: o profissional responsável por chegar a essas conclusões é chamado atuário.
Esse é apenas o inicio de nossa conversa a respeito de risco e para animar um pouco mais o assunto achei um vÃdeo muito interessante a respeito de seguros:
A escolha sobre qual caminho seguir é somente sua, porém podemos ajudar mostrando as armadilhas e os benefÃcios de cada caminho. Não se esqueça de deixar um comentário e, caso surja alguma dúvida ou crÃtica, basta encaminhar um e-mail para hotmoney@hotmoney.blog.br.
Um forte abraço.


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One Comment
Rangel
30. jan, 2010
Gostei do seu poste. Eu estou casando e com isso estou fazendo varias dividas, inclusive a compra de um apartamento. Fiz um seguro de vida e de acidentes cada um no valor da divida do apartamento e irei fazer um seguro do imóvel.
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