After Market

Dinheiro, finanças, economia, bolsa de valores e bom humor

Postado em: 05. Dec, 2009 | Por: | Coluna: After Market

Entenda o que aconteceu essa semana, no mercado e na economia.

Quem disse que economia e finanças têm de ser chato pra informar? E quem disse que pra ser interessante tem de ser superficial?

Nesta semana, o Dólar, Bovespa, Petróleo, BACEN, Fusão do Pão de Açúcar com as Casas Bahia, Inflação, IPC-Fipe, Redução no IPI, Carros Flex, Sentimento da Indústria, Livro Bege, recuperação dos EUA.

Trilha: Lombardi – ApresentaçãoLombardi – A Pipa do Vovô

Destaques:
Fusão do Pão de Açúcar com as Casas Bahia
Post do André sobre o Sistema Financeiro Nacional



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Sobre o autor

André Abou André Abou não gosta de complicação. Escreve no Hotmoney de maneira descomplicada e divertida, porque acha que finanças e economia não são coisas de gente engravatada. Resolveu também que preencher “empresário” em formulários é legal.

4 Comments

Ronaldo Takayama Tok

07. Dec, 2009

Muito bom o cast desta semana. "Quer pagar quanto pelo pãozinho?" foi o melhor. Lembranças do carinha das Casas Malinha. Hehehehe!

Só não entendo uma coisa: por quê os governos anunciam que irão comprar ouro? Para inflacionar o preço e comprar pelo maior valor? Não vejo sentido nisso.

Abraço a todos!

André Abou

08. Dec, 2009

Muito obrigado, Ronaldo! Confesso que essa piada caiu no meu colo! Nem sei de onde veio… Hahahaha!

Agora quanto à compra de ouro: o ouro é uma commodity cujo preço tende a sofrer pouco em tempos de crise, como a que vivemos recentemente. Sendo assim muitos fundos de hedge (proteção) tendem a investir parte de seu capital em ouro, para o caso de os outros investimentos terem alguma queda. Enquanto commodities como o petróleo têm uma volatilidade alta, o ouro não tem seu preço tão alterado ao longo do tempo por fatores relacionados à sua extração. Vamos a um exemplo:

O petróleo é uma matéria-prima escassa e poluente. Sua tendência é acabar logo e/ou ser substituída. Seu preço varia muito no mercado e a produção diária de barris de petróleo é constanemente ajustada pela OPEP, de modo a tentar controlar altas e baixas no preço desse material.

Já o ouro não sofre tanto com esse tipo de volatilidade no preço. A taxa de extração de ouro não varia muito ao longo do tempo, seu valor é medido por sua preciosidade e por sua escassez (logo, quanto mais escasso, melhor).

O que ocorre é que, durante a crise, muito ouro foi vendido (muitas empresas precisavam de dinheiro, bancos centrais também). Com isso, o preço do ouro caiu bastante. Até pouco tempo atrás, seu preço no mercado estava muito barato em relação ao seu real valor. E a crise meio que passou. Então os bancos centrais voltam a fazer reservas em ouro.

Além disso, o ouro não varia em função do dólar. Ou seja: hoje em dia, o dólar está em tendência forte de queda no mundo. E os bancos centrais do mundo todo possuem reservas em dólar. Querendo fugir dessa desvalorização, os bancos centrais optaram por comprar ouro, um metal cujo preço não varia tanto, nem em função do dólar, e, desse modo, se protegendo.

Não sei se deu pra sacar bem…

Escreva pra gente se tiver mais dúvidas!

Grande abraço!!

[...] Ouça Agora! [...]

Ronaldo Takayama Tok

21. Dec, 2009

Cara, olha só a data que eu estou respondendo…

Mas, voltando. Entendi bem a explicação, André. Obrigado!

De qualquer forma, mesmo o ouro sofrendo pouca variação, ele também está sujeito às regras do mercado: oferta e demanda. Se, certo dia, o BC de país X entra com tantos bilhões para comprar ouro, ele vai comprar mais barato do que se ele avisar que vai comprar futuramente, não?

[Às vezes, tenho vergonha de minhas perguntas...]

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